sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A origem da tequila.

Assim que passei no vestibular, tive uma rápida e inesquecível(apesar de não me lembrar de muitas coisas) experiência com tequila. Esse episódio me fez pensar num diálogo que explica a proveniência dessa bebida tão conhecida.

- A tequila vem do México, não!?
- Não! O México é o importador exclusivo. Lá, eles envasam e redistribuem pra todo o mundo.
- Então de onde vem?
- A tequila vem do Inferno. O Diabo prepara o destilado com suas próprias mãos e envia toda a produção diretamente pro México.

Sobre demônios.

A minha imaginação e minhas fantasias possuem um papel muito importante na minha vida. Mas quando digo importante, não me refiro a efeitos positivos. Essa importância reside no grande impacto que elas exercem em mim. Elas acalmam e distraem meu demônio. À primeira vista, pode parecer algo bom, mas se levarmos em conta que não é possível enganar meu demônio por muito tempo, começamos a perceber que inicia-se o surgimento de um grande problema.
E o que realmente acontece quando esse demônio se desperta e percebe que não está onde gostaria de estar? Bom, nesse instante, ele se rebela e me ataca com todas as suas forças, inverte o jogo, e agora é ele quem se arma com toda a sorte de pensamentos negativos para minar minha autoestima e alterar meu estado de humor.
É impossível nutrir um demônio, exclusivamente, com ilusões. Os demônios necessitam de experiência, de conhecimento. Somente assim, nos deixam em paz. Somente assim, provamos a paz.
Caminhar em desarmonia com nossos demônios é tarefa árdua, se não, impossível. Viver enganando nosso lado perverso proporciona consequências, no mínimo, desagradáveis. Desta forma, é importante conhecer nossos demônios, para que não ajamos de forma a enganá-los o tempo todo, proporcionando uma condição de repressão constante. Estamos sujeitos a convenções que nos submetem ao condicionamento e ao autocontrole, mas nunca podemos nos esquecer dos nossos demônios. É mais fácil administrar um demônio parcialmente satisfeito do que um que esteja totalmente transtornado com a forma como o tratamos.
Os demônios, como parte de nossa individualidade, variam na mesma proporção em que diferem os tipos de pessoas. Assim, podemos afirmar que não existe um único demônio que seja igual a outro. Por isso nossas reações são tão distintas e uns, como eu, padecem de estados mais extremos que outros.
Não conheço meu demônio há muito tempo e essa ignorância me custou, e custa, um preço relativamente alto. Passando pela "Moral do Senhor" até chegar no "Perverso" de Lacan, começo a compreender o que vem sendo exigido de mim. Enquanto não se conclui a metamorfose do ser perverso, alguns tipos de demônio persistem na produção de reações de retaliação em relação ao modo de vida que temos, pois somente quando rompermos a crisálida, é que o demônio se encontrará completo, em uníssono com nosso ser.

domingo, 7 de agosto de 2011

Finalmente

Após vários meses de inatividade, surge um motivo pra eu retomar as publicações(não que tenha havido algum momento de grande produtividade). Finalmente o peso do vestibular abandonou os meus ombros. A minha aprovação é um marco na minha vida. E a partir de agora encontro justificativas pra me dedicar um pouco mais a essas páginas.
A motivação, que antes me abandonara, renasce devagar, em meio ao turbilhão das atribulações que o curso de medicina proporciona.
Dentro das minhas limitações, preencherei algumas linhas, na medida do possível, com certa frequência e o propósito de criação do blog tenderá não ser mais negligenciado.
O desafio, agora, será peneirar(sem muito critério) ideias para ocupar os espaços que me são disponibilizados.
Até as próximas publicações.